Pode ser uma fase, pode ser imaturidade,
orgulho ou vaidade. Não sei, só não estou conseguindo gosta de interagir,
conversar de modo que me agrade. Talvez seja uma revolta interior com a vida
devido os ferimentos que não sei de onde veio. Sei que o contato social estar
me fazendo mal, ou talvez seja que eles como acontecem já tenha me solapado o
gosto de viver.
No meio social que respiro os laços
interpessoais ainda são superficiais, as pessoas são treinadas a aprender a
esconder os afetos, a sempre se sentirem fortes, talvez por sentir falta disso
me sinta num abismo entre mim e a minha sociedade. Aqui a sensibilidade faz
falta, o contato sem as obrigações do capitalismo nunca acontece, as relações
sempre tem ele no pano de fundo. Falta a leveza do bem-estar, a leveza do
contato. Simplesmente a felicidade de se sentir bem ao lado de alguém.
Não sei o que fazer, essa vida de
enlaços enfraquecidos porque tentamos ser o tempo todo forte estar me roubando
de mim, eis a dolorosa contradição que vai acabar aos poucos nos matar sem
aproveitar o que poderíamos ter aproveitado. Ruim será poder chegar no estágio
final de viver e perceber que só fizemos sobreviver, por perder tempo com as
futilidades legitimadas, invenções sociais que roubam a nossa essência, corroendo
a nossa alma leviana que aprendeu sem perceber a deixar de viver.
O social pode fazer bem, mas pode
fazer mal, a saúde da nossa qualidade de vida passa muito além da saúde do
corpo, mas passa pela preservação da leveza da alma no contato com os que estão
ao nosso lado, na exteriorização dos sentimentos, na expressão dos sofrimentos.
Essa é uma preocupação quase extinta no nosso senso comum porque estamos
robotizados pelas falsas obrigações, e por isso nosso interior definha, morre a
cada dia. A alegria de viver no social pode retornar, mas nesse momento eremita
gostaria de estar para pensar, repensar e quem sabe ressuscitar no meu viver
alegria de conviver.

Nenhum comentário:
Postar um comentário