sábado, 29 de julho de 2023

Visita

Sexta-feira, noite. Sextou sinônimo de descanso, diversão e alegria. Enfim, sair da rotina. Mas nessa fui ao um programa diferente, visitar uma tia que estava doente no hospital. Lugar que ninguém que estar, um ambiente tenso e desesperos em várias faces. Acho que esse lugar tem uma forma de nos desnudar facilmente como se retirasse nossa identidade e deixássemos pensar só no que importa. É uma ambiência que fala da nossa fragilidade enquanto ser humano, e escancara a nossa impotência.

Acho que por isso tememos tanto esse lugar, fala de nossas dores e revela a pequenez que somos, e o quanto viver é estar por um fio. Viver é se equilibrar na saúde e na enfermidade. Olhar para aquelas pessoas enfermas me fez deixar as reclamações da vida de lado, perceber o quão valioso é a saúde e que me fez sentir uma gratidão incomensurável, me fez ver que meus problemas não tão grandes assim.

Me sentir o pior dos seres, me colocar no lugar daquelas pessoas me fez entender o que devemos priorizar porque a qualquer instante a saúde se desequilibrar. Às vezes é necessário entrar em contato com outras histórias para entendemos que nossos problemas não são gigantes, apenas pequenas pedras no caminho que precisam ser superadas. Esse momento foi uma grande lição. Esse lugar que ninguém que estar é o mesmo que nos ensina tanto, até mesmo quando não somos nós os pacientes.

Sairmos e quando andava pelas ruas da cidade olhava para cada lugar, transeuntes e cenários como se estivesse olhando pela primeira vez, me sentir renovado como se a gratidão me invadisse e percebi também que a vida é complexa que enquanto nós estávamos ali fora tinha gente naquele lugar desejando saúde. E que esse contraste nos faça saber lidar com a vida nos momentos enfermos e nos de saúde. Talvez a felicidade seja perceber que nossos problemas são menores do que achávamos, e que um olhar, uma visita, pode nos fazer perceber a riqueza que temos, mas muitas vezes esquecemos.    

 

Renato Jr 29/07/2023 11:24 Am

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

 

Um amanhecer diferente...

Acordo cedo

É 7 de setembro

E minha cidade

Miguel Alves

Aqui no Piauí

É tradição

Os desfiles cívicos

Alunos fantasiados

Aula fora da sala

Um dia diferente

Vejo eles desfilando

É sempre é uma alegria

Porque até outro dia (2016)

Eu também estava ali

Foi um evento

Que aprendi a gosta

Acho até que amar

É bonito ver essa identidade

Sendo reforçada

Amada

E repassada.


08/09/2022

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Dilema miguelalvense

 






Tudo novo, diferente. Um avesso. Calma eu explico o porquê. A tradição que nos acompanha pela repetição de atitudes em coletividade garante a nossa identidade coletiva. Nos torna similares pelo contexto em que vivemos. Assim sendo, os festejos de São Miguel Arcanjo que marca a singularidade de ser habitante de Miguel Alves teve também que se reinventar na pandemia chinesa, que já não é há muito tempo só do país asiático.

Um dilema, como se adaptar se vai alterar os elementos que o identificam. A mudança completamente se torna vicissitude completa.  E assim, não seria mais festejo, seria outra coisa e provocaria o estranhamento. Esse sentimento nos separaria pela dessemelhança  ou nos uniria para devolvemos de volta a nós mesmos a identidade "roubada".

Mas é se alternado para sobreviver, que buscamos fazer o nosso festejar. Algumas coisa devem inevitavelmente permanecer porque tradição é permanência, não fugacidade. Essa exigência que nos impõe é um desafio a reinventar-nos sem nos perder.

Vamos sentir a diferença é verdade, vai doer não celebrar do jeito que estávamos acostumados. Talvez seja um momento de reinvenção além da tradição, mas uma recriação de nós mesmo interiormente. Não para sermos unidos e fraternos plenamente não tenho forças para acreditar nisso.

Mas é possível se recriar para num futuro celebrar com mais sabor, quem sabe até dá mais valor e crescer nessa celebração da tradição que nos identifica e nos faz ser coletividade, semelhança e unidade no meio da nossa complexa individualidade.

TRADIÇÃO, REINVENÇÃO é o que temos para viver e quase esqueci, SOBREVIVER.


Renato Jr 19/09/2021

domingo, 9 de maio de 2021

AMOR ENTERRADO


 


Debaixo dessa terra

Tem alguém que me amou

Alguém que fez tudo por mim

Alguém que eu sabia que era de verdade

 

Que não iria me ferir se não fosse pro meu bem

Debaixo dessa terra

Tem alguém que lutava por mim

Não desistia

Alguém que toda a sua vida era me amar

Me cuidar

 

Debaixo dessa terra

Tem a pessoa mais importante da minha vida

Alguém que se renunciou por mim

Alguém que viveu por mim

 

Debaixo dessa terra

Tem alguém que não desistia de mim

Alguém que me fez conhecer o amor

Debaixo dessa terra...

Desse túmulo

Tem meu maior amor

Debaixo dessa terra

Tem minha mãe.


Renato Jr 09 05 2021

segunda-feira, 1 de junho de 2020

DE VOLTA A MIM MESMO




         Passeando na avenida movimentada é mais um dia na cidade agitada. Amanheceu igual com a mesma correria de sempre. Os humanos dentro de carros se locomovendo, fazendo suas obrigações cotidianas que parecem dar sentido a suas vidas. Parecem que acordam com um proposito bem definido e complemente obvio. Vão trabalhar para as suas vidas poderem sustentam. Vivem essa realidade de labutar para poderem melhor quitar tudo que deseja manter.
O carro segue na avenida sem destaque algum sendo só mais um no meio daquela multidão de veículos citadino. Dentro estar Reinaldo de 34 anos que desliga o radio com gesto de impaciência. É o clássico homem de família que sustenta aos seus filhos juntamente com a esposa dentro da metrópole. Há muito tempo vive essa rotina de todos os dias ter que encarar essas peculiaridades da vida urbana desde quando saiu de sua cidade natal para viver uma vida melhor na cidade grande.
Suspira ofegante, estar com palpitações desde a semana anterior. Não falou com ninguém pois não pode parar e além do mais odeia admitir que estar mal. Tem tidos pensamentos pessimistas nesses últimos dias. Não tem acordado de bom humor, sente como se o mundo estivesse sobre seus ombros. Tanto que sua esposa Janaína o surpreendeu certa manhã:
Reinaldo você estar bem? – Ela disse
E olhou-a com admiração e disse:
- Sim, porquê?
- Porque você parece meio distante e com a mente sempre em outro lugar
- Não é nada só deve ser coisa da sua cabeça
Seguindo seu caminho encontra um terrível congestionamento que o faria atrasar para o trabalho. Sente uma agonia no peito como se não suportasse mais aquela rotina batendo violentamente as duas mãos fechadas no volante. Seu desespero agora aumenta, não consegue mais aguentar aquela vida tediante da cidade grande onde o caos externo começava agora a refletir no seu interno.
            Depois de uns minutos sem o congestionamento fazer o carro andar consegue aos poucos se acalmar e começa a pensar na adolescência, dos sonhos que tinha que não chegaram nem perto de ser realizado, das fantasias que tinha sobre a vida e que a encarava como uma aventura dos tempos de outrora. Se perguntava agora quando tudo tinha deixado de ter brilho, quando a vida tinha começado a ficar cinza e ele nem percebeu, já que não deu para ser o que sonhava ser e simplesmente se acostumou a ser o que dava para ser e sobreviver.
            Só neste momento a tristeza abria seus olhos para ver em que momento tinha se perdido de si. Entendo que na tentativa de sobreviver essa ação paradoxalmente estava o matando por torná-lo simplesmente uma máquina de prestar serviço, um robô humano que aprendeu a possuir em si as configurações do sistema. O fardo dessa vida estava o roubando da sua essência. Estava ganhando o mundo pois até fazia sucesso no trabalho do mundo financeiro e estava progredindo para ficar rico, mas interiormente estava a cada dia empobrecendo.
            Reinaldo parado no meio do congestionamento percebeu que era hora de voltar a ser dono de si. Era o momento de mandar no seu mundo e não deixar o mundo agitado o dominar e sequestrar seus valores antes que fosse tarde demais e já nem percebesse mais a alienação. Tinha lembrado de quanto tempo não conversava com seus filhos Ana Beatriz e Kauan.  A quanto tempo não compartilha momentos de companhia com eles, pois sempre estar atolado no trabalho.  
            Naquele momento decidiu que era hora de se reinaugurar e no final daquele dia quando sua esposa que já estava começando a ficar preocupada com ele e vendo-o chegar ele a surpreendeu. Eis que Reinaldo entra na casa no fim da rotina com uma alegria sem fim. Abraçou a todos e deu beijo dizendo a frase “obrigado por existirem”
          - Eu percebi que na tentativa de sobreviver estava morrendo por não saber lidar com as dificuldades da vida e como ela pode nos roubar da gente mesmo...e dos sonhos que não realizei sei que ainda posso realizar e dos presentes que nem a imaginei um dia ter vocês são o mais importante e meu maior tesouro.
            Reinaldo foi uma raridade por conseguir a tempo voltar a si. Pois na experiência de existir muitos se perdem de si por serem simplesmente serem cobaia do mundo deixando se alienar por ser mais fácil assim a vida encarar do que viver o desconforto de a vida dominar num mundo que o tempo todo quer te sugar de si mesmo. Nesse dia ele descobriu que ele tem que ser o roteirista da sua vida e não as convenções de falsas vidas do mundo inventadas.  



Renato Jr 30/05/2020

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A PAZ ME MATOU.




O andarilho exercia sua essência no centro pacífico da cidade. Amanheceu, mas a cidade não acordou. Os carros que compunham o cotidiano sumiram, dava para se atravessar as ruas tranquilamente. Os pedestres matinais ninguém vê mais, o silêncio na avenida era ensurdecedor. Enlouquecendo o senhor Antônio Furtado, que já não suportava mais o horror daquela paz.
Morava nas ruas a mais de vinte anos quando saiu da sua terra natal desiludido por confusões familiares. Não entendia as razões desse novo cenário. Não entendia como o mundo que era seu abrigo tinha se transformado num deserto. Passava pelas ruas sem vida que chegava a se perguntar onde todo mundo foi parar. Os ambientes estavam diferentes, uns vazios outros com pouca gente. As pessoas estavam distantes umas das outras, usavam máscaras e quando senhor Antônio se aproximava sem essa proteção facial alguns o evitam externando sinais para manter distância. Ele que já sofria preconceito pela sua condição de vida não estranhou, já estava acostumado em receber olhares indiferentes, e de prepotência.
Senhor Antônio ouviu falar do vírus chinês quando percebeu comentários de duas pessoas que conversavam sobre mortes na Itália. Ele a princípio ficou indiferente, não acreditando que um ser invisível pudesse a tanta gente machucar e fazer o mundo parar. Não queria aceitar aquela realidade. Não compendia como agora iria sobreviver, pois não tinha a ninguém mais recorrer, já que os que o ajudavam com pratos de comida de vez em quando agora estavam em casa. Não podia aceitar estar agora numa situação nunca dantes imaginada.
Tempo passado e a dificuldade aumentando, e a assim se viu passeando pela praça vazia. Esse local tinha a fama de ser o abrigo dos andarilhos e mendigos. Até que no final viu um grupo de amigos de rua que viviam lá faz uns dez anos. Quando se aproximou viu várias pessoas ao redor do senhor Francisco de 51 anos ardendo em febre e parecia não ter escapado do vírus. Eles tentaram levar para o hospital em meio aos clamores que vem quando se ver alguém aos poucos se desfazer. Andaram trinta metros apenas com ele nos braços e sentiram seu último respiro. Todos em silêncio ficaram, e o choro foi como um coro. Era como se vissem seus futuros na imagem do amigo que se desfez.
O sentimento de abandono tomou conta de Antônio Furtado. A rua que tinha se sido sua única companheira agora era uma inimiga por abrigar o vírus inimigo. Não tinha o privilegio de estar numa quarentena. Sentia-se desnorteado, como se o caos tomasse conta da sua alma e falava:
- Nunca pensei que até o céu que era meu teto poderia ser meu inimigo por abrigar o inimigo

Ainda pensativo na morte do amigo deu por si de que sua saúde começava a piorar quando sintomas começaram a se manifestar. Foi então que se deu conta de seu amigo poderia o ter contaminado. Horas passaram e foi ficando cada vez pior, neste momento o desespero tomou conta de seu peito como uma agonia paralisante. Não podia acreditar. O desespero já era tanto que já andava cambaleando com medo da morte. E não teve outra sorte depois de um pouco andar, deitou no banco da praça sem ninguém o testemunhar e dormiu para nunca mais acordar.
Ele que só queria a sua vida de volta, não para ser melhor, mas para ser o que era antes, pois a solidão que vivia era amenizada pelo barulho do ambiente urbano, esse caos da cidade o fazia se sentir menos só, mesmo com os preconceitos que recebia. Eles eram sua companhia. Com o esvaziamento do mundo sua solidão dilatou virando amargura e desencantamento por ter perdido de si o sentido que a vida “normal” de antes dava para seu existir.



Renato Jr 23/05/2020

segunda-feira, 18 de maio de 2020

O MELHOR DE MIM




O barulho do vento ressoa lá fora da casa, chove muito em dezembro. Senhor João, estar sentado na sala com a taça de vinho na mão admirando a paisagem, olhando pela janela embaçada pelas gotas que agora a enfeitam. Num assombro deixa de contemplar para absorto ficar. Rememora a infância quando saia nessas ocasiões para na chuva brincar. Lembra com ternura da magia que era fazer peripécias, como se dono do mundo fosse. Correndo com os amigos sem com os perigos se importar, vivendo somente o regozijo da adrenalina.
Seu pensamento nostálgico é interrompido pela sua esposa que a passos mudos o assustou. Sorrindo mutuamente, sentou-se em seu colo. O senhor João suspirou e contou o que estava a pensar.
- Como são lindos a beleza dos momentos, parece que recordar faz valorizar de um jeito que a felicidade do momento no nosso pensamento volta e faz a gente perceber como foi bom nosso viver. As alegrias da mocidade, as paixões, as aventuras, os sofrimentos e decepções são a molduram que sustentam a singularidade da nossa biografia.
Ela sorriu da beleza de suas palavras e disse:
-Ah! Querido, viver é como ser os construtores de nós mesmos. A beleza de estamos vivos é justamente sermos o protagonista do enredo da nossa história pessoal.
Finalizou fazendo um brinde com o marido

O senhor João depois de mais goles lembrou de como a conheceu:
- Lembra da noite cultural na escola?
Ela riu e respondeu:
- Como poderia esquecer. Você era meio tímido e sempre ficava nervoso ao falar comigo, mas naquela noite você estava diferente, tinha algo novo em você, dava para perceber. Sabe, apesar de já te conhecer da sala de aula foi a partir daquela noite e do que aconteceu que eu olhei para você de modo diferente, por isso digo sempre que foi a partir dali que te conheci.
-Sério?   -  Respondeu surpreendido Senhor João
- Sim, tinha algo em você que parecia misterioso – disse ela

- Sabe porque eu estava diferente? Antes da noite cultural ainda em casa disse a meu pai que não iria porque aquele não era um local pra mim, e não me importaria com a nota baixa que tiraria por ausência na peça de teatro. Meu pai com seu jeito bruto e sábio de ser disse com voz firme “Se deixar o pior de você te vencer é isso que você vai ser.” Naquele instante, aquelas palavras caíram dentro de mim como uma luz a me encher de confiança e me despertar para mudar os rumos da minha biografia. A confiança que adquiri foi tão grande no meu íntimo que falei do meu secreto amor por você. E ele deu sábios estímulos e conselhos para não perder a oportunidade desse sentimento viver.
Sua esposa que ouvia surpreendida respondeu:
- Uau! Não sabia que já gostava de mim desde antes da peça.
- Sim, desde a quarta série. Por isso meu nervosismo com sua presença.
            A chuva apertava e os raios agora estavam impiedosos. Entre taças de vinho para aquecer do frio os dois passaram a rememorar vários momentos tendo os trovões como trilha sonora dessa deleitosa conversação. Até lembraram novamente do pai do senhor João por estar sendo preparada a reforma do seu túmulo que já estava velho depois de 25 anos do seu falecimento.
            - Ele foi muito bem nas palavras, se não fosse por sua sábia interferência não teríamos dividido a vida - disse Rosália, esposa de senhor João.
            - Sim, com certeza. Devo minha felicidade por ter você a ele. Depois daquele dia nunca mais fui o mesmo, comecei a escrever uma nova história, queria ser e viver além do pior de mim. Foi a partir dali eu mesmo me conheci - Respondeu com dolorosa saudade.
            Entre mais goles Rosalia disse: E a peça? Lembra que você quebrou o protocolo do texto?
            Sorriu senhor João e disse: - Claro, a mim estava dado o papel de figurante, e eu era apenas na estória o empregado da casa que ia deixar as cartas de amor do seu patrão a sua amada que era interpretada por você. Tinha poucas falas e lembro da multidão que assistia ao ver surpreendida a revelação de amor do arauto pela moça e mais ainda surpreendida a professora vendo seu roteiro ser desajustado. Lembro da sua expressão a também se surpreender Rosália. Você dizia para voltar para o texto e não entendia o que estava acontecendo. Até que eu decidi mudar radicalmente aquele roteiro clichê e agarrei-a beijando-a com ternura e paixão incontida. E a plateia antes entediada de repente toda ficou a gritar como que a homenagear a história real que ali se iniciava. E depois do ósculo eu disse com alegria: “Esse enredo é muito melhor.”
            - Ufa! Que poder tem as palavras daqueles que nos amam, com a autoridade afetiva não se brinca. – Disse Rosália lembrando desse ato como inspiração vinda do pai dele.
            As recordações duraram mais que a chuva e os estoques de vinhos, deixando garrafas vazias espalhadas pela sala. Nem perceberam o tempo passar quando começaram a ouvir o barulho da vida pós temporal retornar, os carros passando, os pedestres começando a rua a povoar. Senhor João levantou-se foi a janela abrir, e a claridade do mundo invadiu a casa, em seguida começou a secar onde a chuva tinha deixado suas marcas. Depois desse serviço terminar foi organizar o sofá onde tinha dormido e na mesinha ao lado viu com emoção o porta-retrato de Rosália que viúvo a mais de 10 anos o deixará. As lágrimas brotaram e a agradeceu por tê-lo no sonho visitado e com ele rememorado a felicidade de ter vivido ao seu lado. E disse “o pior de mim não me venceu por você ter sido o melhor de mim.”    



Renato Jr 16/05/2020