Sexta-feira,
noite. Sextou sinônimo de descanso, diversão e alegria. Enfim, sair da rotina.
Mas nessa fui ao um programa diferente, visitar uma tia que estava doente no
hospital. Lugar que ninguém que estar, um ambiente tenso e desesperos em várias
faces. Acho que esse lugar tem uma forma de nos desnudar facilmente como se retirasse
nossa identidade e deixássemos pensar só no que importa. É uma ambiência que
fala da nossa fragilidade enquanto ser humano, e escancara a nossa impotência.
Acho
que por isso tememos tanto esse lugar, fala de nossas dores e revela a pequenez
que somos, e o quanto viver é estar por um fio. Viver é se equilibrar na saúde e
na enfermidade. Olhar para aquelas pessoas enfermas me fez deixar as
reclamações da vida de lado, perceber o quão valioso é a saúde e que me fez sentir
uma gratidão incomensurável, me fez ver que meus problemas não tão grandes
assim.
Me
sentir o pior dos seres, me colocar no lugar daquelas pessoas me fez entender o
que devemos priorizar porque a qualquer instante a saúde se desequilibrar. Às
vezes é necessário entrar em contato com outras histórias para entendemos que
nossos problemas não são gigantes, apenas pequenas pedras no caminho que
precisam ser superadas. Esse momento foi uma grande lição. Esse lugar que
ninguém que estar é o mesmo que nos ensina tanto, até mesmo quando não somos
nós os pacientes.
Sairmos
e quando andava pelas ruas da cidade olhava para cada lugar, transeuntes e cenários
como se estivesse olhando pela primeira vez, me sentir renovado como se a gratidão
me invadisse e percebi também que a vida é complexa que enquanto nós estávamos ali
fora tinha gente naquele lugar desejando saúde. E que esse contraste nos faça
saber lidar com a vida nos momentos enfermos e nos de saúde. Talvez a
felicidade seja perceber que nossos problemas são menores do que achávamos, e
que um olhar, uma visita, pode nos fazer perceber a riqueza que temos, mas
muitas vezes esquecemos.
Renato Jr 29/07/2023 11:24 Am